Sem muitas delongas, vamos ao ponto. Abaixo, as armas usadas no filme Avatar, todas criadas pela Weta, produtora localizada na Nova Zelândia (que, a propósito, sou fanzaço!) que já fez trabalhos para filmes como Distrito 9, Senhor dos Anéis e Van Helsing, entre outros. O 3D está muito bacana, mas eu sinceramente gostaria de ver os desenhos originais e sketches. Enfim, se rolar, atualizo o post.
Quanto às artes de ambientes, cenários, personagens e criaturas, aí já é mais complicado. Os artistas e produtoras liberaram apenas umas poucas imagens, que já foram amplamente divulgadas e que você provavelmente já viu. Mas não desanime, porque no video ”Avatar Art“, da CristiMarin, logo abaixo, tem várias artes que eu garanto que você ainda não conhece. Veja lá:
Alguns dos feras responsáveis pelas artes são James Clyne, TyRuben Ellingson, Ben Procter e Neville Page. Passa lá nos respectivos sites que você não vai se arrepender.
AAAAhh, lembrei de uma coisa, um dos primeiros posts do Blog, em 08 de abril, foi sobre o trabalho de Page e Procter no filme Tron Legacy. No texto eu mencionei um podcast sobre Comics, Arte e Cultura Pop que ele participou chamado “SideBar“. A conversa com Neville Page (pronuncia-se “névou”), além de mostrar várias histórias dos bastidores da produção de Avatar, foi divertidíssima.
Pra ter uma idéia, numa passagem ele menciona que ignorou, por três vezes, a ligação de “um tal J. J. Abrams“, que queria contratá-lo pra fazer “um filme de monstros”. Hilária a parte que ele confessa “po, tem um cara aí, recém formado em cinema, querendo fazer um filme de monstro e quer que eu faça o design. Ah, depois eu ligo”. (ele já estava bastante ocupado com Avatar). Alguns dias depois, Scott Robertson (responsável pela série de DVDs de treinamento TheGnomonWorkshop), parceiro no estúdio e colega de classe no Art Center College of Design, o liga pedindo encarecidamente que retone as várias ligações “DO” JJ Abrams, o PRODUTOR DE LOST! Só então foi que ele se ligou quem era. Detalhe: esse filme de monstro seria o “Cloverfield“. Mais tarde ele voltaria a trabalhar com J.J. Abrams no filme Star Trek.
- Veja o podcast com a participação de Neville Page para o Sidebar AQUI.
- E veja a entrevista de Neville Page, em video, no lançamento de STar Trek, AQUI.
Agora, voltando à Avatar… Se tiver a fim de ver ainda mais, sugiro o livro “The Art of Avatar“. Como sempre, no ParkaBlogs você confere o review. Logo abaixo, uma prévia do conteúdo do livro. Essa e outras imagens também estão disponíveis no Flickr do Parka
Ah, uma dica, se tiver intenção de comprar mesmo o livro pela Amazon, faça-o clicando direto do parkablog. Assim o cara ganha uma porcentagem da venda. Poxa, o trabalho de análise de livros de arte que ele faz é foda, então, custa nada a gente dar um suporte pra ele continuar fazendo esse belo trabalho que, por enquanto, é 100% voluntário. É isso.
OUTROS POSTS QUE PODEM SER DE SEU INTERESSE:
- Esculturas de filmes e games, por Schell Studio
- Escultura digital e tradicional
- Esculturas 3D do brasileiro Alex Oliver
- Aulas de anatomia nas esculturas de Philippe Farault
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- Origens e segredos do Matte Painting
- Desenhando a Arquitetura Gótica III
- Veja também os Primeiros posts do “TheConceptArtBlog”
























3 comments
André Lovadine says:
Jun 22, 2010
Fala aí, grandes do TheConceptArtBlog!
Tudo bem??????
Estou sumido, mas de olho nas atualizações EXCELENTES do blog! Parabéns, MESMO, pessoal!
Bom… direto ao assunto: ARMAS DE AVATAR.
Os projetos/concepts bélicos, na minha opinião, estão realmente muito bons. Muito bons, mas não excelentes.
Nas fotos (acima), podemos observar algumas das inconsistências técnicas:
1. Armas de tambor (revólveres)
Exceto no caso de uma arma para disparo de munições especiais, o tambor será completamente descartado num futuro próximo – hoje, por exemplo, apenas sobrevive graças ao baixo custo das armas do gênero e à indiscutível confiabilidade do sistema. A ideia que conseguiria “salvar” o concept seria a da possibilidade de seleção de munições, recurso possível no caso do tambor, pela rotação das posições. Pelo que me lembre, não vi isso no filme. Mas, seja no cinema, seja no game, veremos por muito tempo os revólveres, principalmente pela fama do .357 Magnum e pelo seu excelente “caimento” estético quando portado por um corpinho sarado (rs). Malditos hollywoodianos! (rs).
2. Munição capsulada
O universo de Avatar pressupõe domínio da propulsão magnética, baseada nos princípios da Força de Lorentz. Ou seja, poderiam, tranquilamente, deixar a pólvora de lado e as pesadas e “espaçosas” munições capsuladas.
3. Controle manual das metralhadoras pesadas
Inconsistência TOTAL. Hoje mesmo, na própria torre de qualquer carro de combate, são acopladas torretas remotamente controladas – controladas de dentro do veículo, sem a exposição do atirador, por meio de um sistema de mira optrônica, uma espécie de controle de videogame. Só assisti uma vez ao filme, mas me lembro dos atiradores das metralhadoras pesadas TOTALMENTE expostos aos inimigos sobre a rampa de carga da aeronave. Totalmente inverossímil.
4. Granadas com capacete e grampo (“pino”)
O subtítulo já diz tudo. No contexto de Avatar, deveriam ser de acionamento eletrônico ou mais simples, ao menos – teclas, movimentos reduzidos a uma mão, etc.
5. Aeronaves com lançadores de granada orgânicos (parte integral do sistema)
Ainda me lembro das granadas deixando as aeronaves e caindo sobre as florestas. Um bom “chutador” poderia devolvê-las (rs). Hoje e no futuro, os projéteis (mísseis, granadas e outros) serão quase exclusivamente guiados (por infravermelho, radiação, laser, etc). Precisão e eficiência são as palavras. E a trajetória parabólica, uma vantagem no caso? Poderá ser garantida por qualquer míssil do futuro, o que será empregado tranquilamente como um morteiro.
6. Armamento e sistemas convencionais em Mechs (robôs)
Se, um dia, os robôs humanóides (como os do filme), forem empregados em combate, não será à toa. É um deslocamento muito grande, de muitos sistemas, e muita energia desperdiçada para carregar um canhão de cadência lenta e sistemas simples de comunicação. Deveriam ser unidades poderosas de combate, verdadeiras “bases móveis”. Caso contrário, não há razão pra tanta “massa”, já que a tendência futura para os veículos é de redução da silhueta, da área exposta ao inimigo.
Pontos positivos dos concepts bélicos de Avatar:
1. deixaram de lado os lasers (ufa!);
2. verossímeis, ao propósito;
3. riqueza de detalhes (gostei MESMO);
4. coerência.
Ao menos, é o que me lembro do filme, pessoal. Assisti apenas uma vez – o enredo, infelizmente, “não desceu”.
Por fim, as inconsistências que comentei, caros amigos da Concept, são apenas para compartilhar com vocês as tendências da minha vertente de pesquisa, minha paixão.
Críticas? NUNCA. A Concept Art é fruto da imaginação, da originalidade, da irreverência e da pluralidade. Não precisamos de críticos, mas de, como os adms. deste blog, pessoal seriamente interessado em socializar os conhecimentos individuais e coletivos.
Inabaláveis e empáticos aprendizes. Assim devemos ser.
Por fim, perdão pelo verdadeiro e-book! (rs)
Contem SEMPRE comigo, grandes!
Somos CLASSE RARA!
Fortes abraços e Concept Art SEM LIMITES!
Até a próxima!
admin says:
Jun 24, 2010
Grande Andre!
Cara, ótimos pontos você levantou hein. Muito bacana. Realmente é legal tentar deixar o mais convincente possível. Isso com certeza só acrescenta à qualquer projeto, e mostra também que a área de games e filmes está longe de ser uma brincadeira, mas sim um mercado que deve ser levado muito a sério.
Valeu André!
Apareça sempre que quiser.
Ab
bruno says:
Jun 24, 2010
parabéns pelo post, realmente uma aula sobre a função das armas no futuro próximo