Posso até estar enganado, mas me arrisco a dizer que algumas das mais complexas ilustrações vistas em Concept Art normalmente envolvem algum tipo de Robô, ou como são chamadas, as MECHAS (pronuncia-se mecas).

É o tipo de arte que, quando bem feita, nos dá a impressão de que existem milhões de pequenas partes desenhadas e ilustradas uma a uma, todas com seus respectivos pontos de fuga e volumes sobrepostos muito bem estudados, nos fazendo crer que aquilo realmente é uma máquina. As artes de Ben Procter, logo abaixo, exemplificam bem isso.

Contudo, para criar mechas com aparência profissional, os artistas precisam, talvez até mais do que em outros casos, sólidos fundamentos de perspectiva e domínio na representação de volumes. Outro fator preponderante é o fator “veracidade”.

É preciso convencer o expectador que tudo ali realmente é plausível, que realmente pode ser feito e que todas aquelas juntas e conexões podem se mover mecanicamente. Para isso, ótimas fontes de referência e estudos são (obviamente) partes mecânicas como juntas, amortecedores, conexões, roldanas, tratores e máquinas de construção. Abaixo, alguns exemplos para ilustrar:

Veja abaixo, nos trabalhos do artista David White, como é possível reconhecer tais elementos nas ilustrações:

Vale a visita ao site do artista, o MechaZone, e também ao blog, com dezenas de referências e exemplos de robôs muito bacanas. E o melhor, muitos deles apresentados ainda em traço, o que ajuda muito na identificação dos volumes, conforme imagens que seguem:

Outro campo também muito fértil em referências  para criar robôs é a aeronáutica. Veja alguns modelos como o Suckoi-47 Russo (com asa invertida!!), o Eurofighter Typhon, o J-10 chinês. Certamente você vai reconhecer partes de aeronaves como essas em muitos designs de robôs.

Obviamente, isso tudo não exatamente ensina a desenhar robôs, mas acredito que são belas referências para facilitar todo o processo. Afinal, como é comum ouvir nas palestras de Feng Zhu, da FZD School, qualquer elemento do Concept Art pode e deve ser iniciado com a construção de simples formas (os chapes), como cubo, cilindro, cone e esfera.

O grande “X” dessa questão é saber representá-las com perfeição, respeitando regras de perspectiva, luz, sombra e qualidade de linha. Dominando isso, até mesmo a criação dessas formas complexas podem ser superadas com muito menos esforço. E se ele diz, eu assino embaixo!

OBS: A última arte apresentada, o braço mecânico, é do artista E.J.SU, autor do livro mencionado aqui na lateral do blog, o “MechaForce“.

É isso, galera! ABS.

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