Quando vi pela primeira vez os robôs criados pela empresa FESTO eu fiquei simplesmente embasbacado. Estudando os movimentos de peixes, animais e pessoas, seus robôs atingem um nível de perfeição inacreditável. Veja você mesmo:
PENGUIN
Tudo bem, aí você me pergunta: o que “the hell” tem a ver isso com Concept Art? Pô, tudo! Se você parar pra ver em detalhe como eles chegam a essa perfeição, vai perceber que todos esse movimentos são criados através de sistemas de alavancas, amortecimento, torção, retração e articulação. Desenho industrial do mais alto nível.
MOLECUBES
E não é baseado nesses elementos que criamos máquinas e criaturas robóticas como essas também em Concept Art? Tome o post anterior, com as Artes de Gears of War 3. como exemplo. Quando vê as articulações e junções aplicadas àquelas máquinas você não se convence rapidamente que elas são factíveis? Que funcionam mesmo? Então, quanto mais souber como funcionam esses elementos, melhor e mais realista sua arte parecerá.
Veja como a FESTO simula o movimento da tromba de elefante usando três segmentos com gomos metálicos articuláveis que expandem e retraem. Esse modelo pode ser usado como referência e aplicado a qualquer concept que precise de articulações.
Então é isso. Dê um play e deslumbre-se com o que está por vir:
JELLYFISH
HANDLING ASSIST
BIONIC TRIPOD
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3 comments
Priscilla says:
Jul 26, 2010
Gente, post maavilhoso! EU vivo atrás de videos assim
Flavio Remontti says:
Jul 26, 2010
aeee… : ) Bacana que curtiu, Priscilla.
André Lovadine says:
Jul 27, 2010
Grande, Flávio!
Tudo 100%?
Agora sim pude assistir com calma aos vídeos!
Um verdadeiro SHOW de tecnologia.
É impressionante como essa “sensibilidade” (os movimentos animalescos, no caso) que o ser humano cada vez mais transfere à máquina traz um sentimento de humanidade em relação a elas. Terminam sendo mais do que “robôs”; verdadeiras materializações de sentimentos, intenções, virtudes e gestos.
Pode parecer “alucinação” minha o que direi agora, mas essas obras (perfeitas!) geram até uma misteriosa nostalgia em mim, pra não dizer uma sutil tristeza mesmo. É triste ver os homens tentando reproduzir nas máquinas os gestos, os comportamentos e a “sensibilidade” que, realmente, já deixaram há muito tempo. Que paradoxo em que chegamos hein… :/
Atrás de cada tecnologia, acredito, há uma lamentação imensa e velada. E as máquinas, sim, já são as novas “religiões”. Já depositamos nelas o que não acreditamos mais encontrar em ser humano algum.
Cabe a nós, concept artists ou aspirantes à área, continuarmos agregando ESPERANÇA a cada concept, a cada produto do nosso trabalho.
A Concept Art bombardeará a cada dia com mais intensidade a mídia global com personagens, simulacros humanoides e verdadeiras reinterpretações do universo, da vida. Nossa área será ENDEUSADA em questão de anos, extravasando completamente o cinema e o game e revolucionando a mídia, a publicidade, o ensino, a comunicação, as redes sociais, o mundo virtual e qualquer rede de operação ou simulação humanas. Acredito, com certeza, num mundo futuro totalmente entorpecido por uma forma de hibridismo, pela simbiose homem-máquina-arte.
Há poucos pensando seriamente nisso, mas, se realmente queremos construir um futuro menos desumano, devemos criar com a mínima consciência, com um ínfimo desejo de progresso da humanidade.
Por meio do turbilhão tecnológico, estamos sempre criando, criando e criando. Desconhecemos completamente o poder dessas obras a longo prazo, na mente, no corpo, na sociedade, nas culturas, no que chamamos de alma. Logo, a atenção mínima à produção de um concept, hoje, poderá representar uma revolução imensa na mente do seu apreciador amanhã.
Reflitamos, sempre.
Abraços, grandes!
Até a próxima!