Complementando o post anterior, ainda no tema “Robótica”, apresentamos pra vocês as incríveis criações do Concept Designer Jamie Martin. Sua proposta é um robô policial, bem no estilo Robocop. (sempre ele!!!)
Pra divulgar seu trabalho Jamie criou, além dos renderings absurdos, também um video mostrando sua máquina em ação. Curte aí.
Visite o site do artista para conhecer também seus trabalhos como Car Designer e Concept Artist. Ele tem projetos bem bacanas de armas. Essa aí embaixo é um exemplo.
via: i09
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3 comments
Daniel says:
Jul 27, 2010
Não consigo vem um robô-policial gigante sem lembrar do ED-209 “dando pau” na apresentação e obliterando o pobre coitado em plena reunião da empresa. Espero que fique só no conceito!
André Lovadine says:
Jul 27, 2010
E aeeeee meeeeestres do TheCAB!
Tudo 100%????????????
Flávio! Mais um post PERFEITO, grande. Muito show mesmo!
Posso dar aquela complementadinha básica?! hahahahaa! Eu não resisto, cara! Essa temática é DEMAIS! Deixa-me MALUCO!! hahaahaha!
Auxiliando quem está ideando na área então, vamos lá:
Decomposição básica do pensamento:
O que é/deve ser um robô policial?
R: Um sistema, de alta tecnologia, de projeção e potencialização das ações policiais.
Por que um robô?
R: Em primeiro lugar, para não arriscar a vida do policial ou da equipe de policiais responsáveis por uma operação. Em segundo lugar, pelo maior controle da ação. Um sniper robótico, por exemplo, com certeza, seria mais preciso do que um humano. E a precisão deve ser a característica imprescindível da operação policial.
Quais devem ser suas principais características?
R:
1. Agilidade. Robôs lentos não têm vez. Situações de risco exigem objetividade, velocidade. A lentidão pode resultar em tragédias – tudo o que o policial não quer.
2. Modularidade. As ações policiais são muito heterogêneas, embora um Mech seja solicitado em casos específicos, de grande risco – ao menos num futuro próximo, no qual robôs ainda sejam realmente caros. Assim, seus slots devem garantir a acoplagem de uma gama de sistemas diferentes, de acordo com a missão estabelecida. Em outras palavras, entre as missões, não há a necessidade de se substituir o Mech, apenas os seus sistemas.
3. Multioperacionalidade. Seu design e suas características mecânicas devem permitir a operação em quaisquer teatros, das mais variadas adversidades (temperaturas altas e baixas, terrenos urbanos e acidentados, condições variadas de luminosidade, umidade, pressão atmosférica, etc.)
4. Multifuncionalidade. Seus softwares e suas interfaces devem ser plenamente versáteis, compatíveis com os sistemas específicos de cada operação.
5. Resistência. Imagine um disparo de uma simples pistola entrando tranquilamente no meio desse emaranhado de fios, hardwares, sistemas e peças sensíveis? Uma munição de R$ 10,00 levando ao espaço bons milhões de dólares. Decerto, a blindagem é fundamental. Acredito que a magnetoreológica (fluído ativado por pulso elétrico) seria a perfeita para o Mech. Afinal: o importante é garantir a integridade desse verdadeiro diamante gigante (rs).
6. C-3 – Comando, Controle e Comunicação. Os sistemas do Mech devem garantir o conhecimento e a interpretação detalhados da situação. O sucesso de uma operação policial depende desses fatores, e o Mech deve ser um verdadeiro “facilitador”.
7. Controle do Mech. Há três sistemas básicos:
7.1. Manual. O operador controla o Mech de dentro do seu próprio cockpit. Consequentemente, o veículo será maior e ainda mais complexo, já que o cockpit ocupa um espaço valiosíssimo do veículo. Note que é como uma aeronave, é uma luta projetual pela compactação dos componentes e pela ocupação ótima dos espaços interno e externo.
7.2. Sistema Especialista. Controle remoto (como ocorre atualmente). O operador controla o Mech por meio de uma switcher (painel de controle), situada na central de operações do órgão policial ou no baú de um furgão tático, por exemplo.
7.3. Inteligência Artificial. Ligue e esqueça (rs). O resto é com ele… (rs).
“Viajando” ainda mais (rs)… Os seguintes sistemas, na minha opinião, poderiam ser acoplados num Mech policial:
1. Lançador de mísseis/granadas guiadas/foguetes de apreensão. Projétil (guiado ou não) com um sistema de redes, presilhas ou invólucros, que é ativado com o impacto no corpo, para a imobilização do alvo humano.
2. Vizualização: FLIR (térmica), visões noturna e de raios X, polarizador e intensificador de imagem (em razão de fumaças, interferências, etc.), zoom e filtros especiais.
3. Sistemas de interpretação biométrica. Para um futuro ainda mais distante, claro. Com esse instrumento, o Mech poderia avaliar as características físicas e psíquicas do alvo humano ou de vítimas, suas intenções, suas atividades cerebrais. Imagine a revolução no campo policial (rs)…
4. Disparador de projéteis especiais: chip de rastreamento, taser (descarga elétrica), drogas (remédios) específicos, eletromagnético (interferências), etc. Um insight meu agora (rs): imagine um projétil guiado (de alta velocidade: acima de 200 m/s) que, quando se choca no alvo, um suicida, dispara, ao mesmo tempo, um invólucro de imobilização e um conjunto de bolsas infláveis de alta absorção de impacto (espécies de airbags). Mesmo que o suicida caia do edifício, sairá totalmente ileso da situação. Idear os sistemas de um Mech policial é pensar nesse tipo de operação também, a qual, inclusive, é bem mais convencional.
5. Configurações especiais:
5.1. Resgate em incêndios;
5.2. Resgate em montanhas;
5.3. Ações de combate armado de baixa intensidade (facções criminosas, máfia, tráfico);
5.4. Ações de combate armado de alta intensidade (terroristas, guerrilha, paramilitares, forças convencionais);
5.5. Manutenção da Lei e da Ordem (controle de distúrbios civis, rebeliões);
5.6. Espionagem (sistemas de escaneamento eletromagnético, imagético, radioativo, radiológico, biométrico e de coleta de material de inteligência);
5.7. Antissequestro;
5.8. Antibombas;
5.9. Outras e outras e outras…
E por aí seguem as “viagens”… rsrs
Já notam que, a partir dessas ideias, conseguem “avaliar” de forma diferente a MARAVILHOSA obra de Jamie Martin?
Concept Art, para mim, é isso. Visão, interpretação, agregação e inovação.
Criatividade é um exercício.
Abraços fortíssimos, amigos do TheCAB!
Concept Art ACIMA DE TUDO!
Até mais, grandes!
Flavio Remontti says:
Jul 27, 2010
Fala, André!
Po, nem preciso comentar, né?
Mais uma vez se superando….
Nós é que agradecemos, meu velho.
Ab
Flavio