O artista Robh Ruppel anda desenvolvendo em seu blog alguns estudos muito bons que demonstram seu processo de trabalho. Ou melhor, como tenta simplificar seus trabalhos mais complicados. Robh captura a essência dos valores tonais, das cores e das luzes de uma imagem tão perfeitamente que vendo-as em tamanho reduzido parecem muito reais. E mesmo quando as ampliamos ainda restam dúvidas sobre se são artes trabalhadas sobre fotos. Mas não são.

Como ele faz isso afinal? A resposta me parece bem clara em seu post entitulado “it’s about the basics“, que tomei a liberdade de traduzir e reproduzir aqui no blog:

“Quando estou trabalhando em algo complexo e confuso eu sempre acho útil voltar às formas básicas, às grandes massas (formas) e direção da luz. Eu começo com as formas e fico ciente do design e da silhueta, e então quais são as formas mais importantes e como a luz irá reagir sobre elas. Uma vez que isso está resolvido na minha mente eu posso adicionar detalhes, mas serão sempre subordinados às formas maiores (os big shapes).

Quanto mais faço arte mais eu descubro que não se trata de qual “brushes”, truque ou técnica se usa, se trata dos fundamentos da arte: desenho, observação, cores… essas coisas.” (Robh Ruppel)

Veja abaixo bons exemplos desse processo:

E você, como estão seus fundamentos?