Sendo bem óbvio: quem desenha quer mesmo é desenhar. Passar horas apenas deixando o traço fluir, sem preocupação, sem pressão alguma. Dar aquela respirada, liberar o pensamento, olhar ao redor e deixar a mão dar formas às imagens que vão surgindo à sua frente. Yoga que nada! Pra quem desenha, sketch é o melhor dos exercícios de relaxamento.

Esse post é um daqueles que hora ou outra surgem aqui pra nos fazer lembrar da importância de praticar o traço. Parece coisa boba, mas não é. Isso faz uma diferença gritante. O que me fez parar e pensar nesse post  foi ver as dezenas de páginas com sketches e estudos da artista “Kendra Melton“.

 

Encontrei seu blog por indicação do amigo e colega de profissão “Leo Amaro“.  Ele, por sua vez, viu o link no blog de Kent Melton, escultor da Disney destacado no post anterior.  Não sei se você notou, mas ambos carregam o mesmo sobrenome, e o fato de talvez serem pai e filha (ou parentes próximos, não importa), me faz pensar ainda mais. Fico imaginando qual o tipo de conselho que um renomado escultor da Disney daria para uma filha ou sobrinha que quisesse se tornar uma boa artista? Uma resposta meio óbvia me vem à cabeça: desenhe. Desenhe muito. Desenhe de tudo!

Sendo uma viagem da minha parte ou não, o fato é que me impressionou a dedicação de Kendra e a paixão que ela demonstra em seus inúmeros estudos. Quantas vezes não fazemos nossos três ou quatro desenhos e já nos damos por satisfeitos? Será que não daria pra fazer mais alguns?  E mais algumas dezenas? Será que isso não nos faria assimilar muito mais as linhas e formas do que desenhamos? Será que daqui alguns dias ou semanas, caso precisássemos desenhar de novo, isso já não estaria (como diz Feng Zhu) gravado em nossa blblioteca visual?

Não sei quanto à vocês, mas eu estou com aquele sentimento não muito agradável de “puta que o pariu! Como sou preguicoso!” . Mas tudo bem, isso é fácil de consertar: sketchterapia, 2 vezes ao dia.  : )

 

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